Andreza Lazzarotto

Andreza Lazzarotto, Idealizadora deste espaço, estudante de Serviço Social. Este blog será um espaço interativo que tem como objetivo o intercâmbio de informações e experiências relacionadas ao Serviço Social, e também aos que tem interesse pelos assuntos sociais do nosso país, que acreditam e contribuem para a efetivação dos direitos de todos os cidadãos!
domingo, 20 de julho de 2014
Os meios e instrumentos de trabalho utilizados pelo Assistente Social.
A atividade profissional do assistente social, precisa de recursos, pois isso determina o produto do trabalho, se o meu objetivo vai ser alcançado ou não, trabalhamos com necessidades da população que muitas vezes são materiais, que exigem respostas concretas, por mais que utilizarmos a linguagem como meio de trabalho, a estratégia do dialogo reflexivo é mostrar que a fala do usuário, não é somente uma fala, é um jeito de pensar, um jeito de sentir, é um jeito de agir e um jeito de resistir, mas não é só o dialogo que vai mudar a situação vida em usuários se encontram,é preciso de recursos, de políticas públicas para que isso possa ser alterado,temos uma autonomia relativa, pois os instrumentos de trabalho pertencem ás instituições e não ao assistente social, não somos profissionais autônomos, claro que o conhecimento é um dos meios de trabalho que possibilita ampliar essa autonomia relativa, que nos dá possibilidades para procurar outros recursos, de apontar alterações. Existem meios de trabalho que pertence ás instituições empregadoras, e tem um conjunto de competências tais como o conhecimento, habilidades e atitudes que dizem respeito a nossa formação profissional. A nossa finalidade é sempre impulsionar processos de mudança.
domingo, 22 de junho de 2014
As principais características do capitalismo no Brasil
A questão social, no entanto é a
relação entre o capital e o trabalho. No Brasil essa contradição sempre pesou
com os interesses do capital com relação à força de trabalho, foram esses
interesses do alto que modelaram a nossa organização industrial e capitalista. No
Brasil historicamente identificamos que o moderno ele se constrói por meio do
arcaico, do velho, nós somos um velho forjado de novo. Ele vem revestido com
novos elementos, mas é o mesmo.
Iniciamos
uma industrialização ainda com uma lógica de trabalho escravo, a radicalização
da questão social, é a extrema desigualdade, não tem como tencionarmos a força
de trabalho tem uma concepção muito ainda pautada na escravidão com esse
desenvolvimento tecnológico, somos quase que arrastados por esse novo momento
sem conseguir refletir e resistir. Saímos da terra como escravos e entramos na
fábrica como novos escravos.
Outro
elemento fundamental e o desenvolvimento desigual no Brasil diferente de outros
países, o desenvolvimento econômico ele se deu completamente diferente do
desenvolvimento social, aquilo que deveria servir para aumentar, para
qualificar a vida da sociedade, foi ao contrário não é a toa que somos um dos
países com o maior nível de desigualdade do mundo, crescemos economicamente
muito e socialmente ficamos estagnados, não conseguimos fazer esse avanço.
A
modernização conservadora, se mantêm conservadora, se moderniza mas mantêm os
elementos aqueles sujeitos que eram os conservadores, hoje são os modernos, a
elite cafeeira, hoje é a elite empresarial.
Incorporação e/ou criação de relações sociais
arcaicas ou atrasadas nos setores de ponta na economia, que adquirem força nos
anos recentes: peonagem, escravidão por dívida, clandestinidade e precarização
do trabalho.
Questões
de ordem política e social se reapresentam, o Brasil teve feições
antidemocráticas em toda a sua estrutura, o Brasil ainda não aprendeu de fato a
ser democrático, ele aprendeu a ser antidemocrático. O Estado que é cotado
pelas elites, as elites se aproximam desse Estado, fazem uso dele para si. As
relações não são de direitos, são de favor, não são de usuários, são de
clientes.
Andreza Lazzarotto
quinta-feira, 19 de junho de 2014
A relação estabelecida entre o capital e o trabalho.
Nesse
processo de aumento da produtividade com a diminuição da mão de obra, as
pessoas não somem, mas há um momento de desemprego, acaba de formando o que
chamamos de ‘’Exercito de mão de obra industrial de reserva’’. Muitas pessoas estão ficando fora do processo
produtivo, e acabam formando esse exercito, ou seja, é uma parte da população
que não esta empregada, mas é fundamental para o processo capitalista, pois é
ela que pressiona os baixos salários, e isso vivemos hoje de uma forma bem
intensa. Esse exercito industrial de reserva são pessoas que estão aptas para o
trabalho, mas estão desempregadas no momento, provavelmente muito de nós já
ficamos nessa situação de desemprego, por mais que tivéssemos aptos para trabalhar,
acabamos não nos inserindo nesse processo produtivo, essa situação flutua, assim como há pessoas
que estão empregadas, se desempregam e
conseguem outro emprego. Mas para além dessa população existe uma outra
população que se denomina supérfluos para o capital, pois existem as pessoas
empregadas, desempregadas com condições de trabalhar e aquelas pessoas que
provavelmente nunca vão conseguir se inserir no mercado de trabalho.
Quando
pensamos na expressão da questão social não é o sujeito, é um exercito, a
condição é o resultado e que impacto tem na vida dele, de que forma que esse
modo de produzir essa contradição entre capital e trabalho que desdobramento
vai ter na vida dele.
Isso
quer dizer que produzimos pobreza, pois quem nunca serve, não consegue salário,
não consegue um meio para sua subsistência. Marx denomina pauperismo,
pauperismo é a pobreza resultante dessa desigualdade. Assim como o Capitalismo
não é natural, a pobreza também não é, ela é produto desse modo de produção.
Essa
ideia de produção de miséria e ao mesmo tempo de produção de riqueza ela é a
raiz da produção e reprodução da Questão Social. Numa idéia onde a acumulação
do Capital, é um dos frutos e a acumulação da miséria relativa é outro. Não tem como pensar em capitalismo sem pensar
em acumulo de riqueza ao mesmo tempo pobreza.
Andreza Lazzarotto.
terça-feira, 13 de maio de 2014
Desafios do profissional Assistente Social
Segundo Iamamoto,“Um dos maiores desafios que o assistente social vive no presente é desenvolver sua capacidade de decifrar a realidade e construir propostas de trabalho criativas e capazes de preservar, efetivar direitos, a partir de demandas emergentes no cotidiano.” (Marilda Iamamoto, 1999)
Diante de mudanças significativas
da realidade social, o assistente social precisa ser um profissional
qualificado, capaz de identificar, compreender e analisar essa realidade para a
execução, gestão e formulação de políticas públicas ou empresariais; ter uma
postura crítica e também propositiva para que possa responder, em seu exercício
profissional, com ações qualificadas que detecte tendências e possibilidades
impulsionadoras de novas ações, projetos e funções, rompendo com as atividades
rotineiras e burocráticas. E por fim, estar sempre comprometido com o desafio
incansável da consolidação da igualdade de direitos e da equidade social e
contra todas as formas de exclusão social.
O profissional precisa ser capaz
de desenvolver uma prática profissional voltada para peculiaridades da
realidade em que atua. Ser crítico, propositivo, que possa agir nas expressões
da questão social, formando e implementando projetos, propostas e ações para
seu enfrentamento, por meio de políticas sociais públicas, empresariais, de
organização da sociedade civil e movimentos sociais. Portanto, um profissional
comprometido com os valores e princípios norteadores do Código de Ética do
Assistente Social e que atue tendo como referência a concepção social e crítica
da sociedade, a compreensão das relações sócio-econômicas, políticas e
culturais e uma constante análise da sociedade contemporânea.
domingo, 27 de abril de 2014
A trajetória histórica da saúde no Brasil.
A
trajetória da saúde no Brasil é composta por várias fases até o surgimento e a
efetivação da Política Nacional de Saúde. Dentre elas, podemos destacar o
Sanitarismo Campanhista, o período de 1945-1960, o Modelo Médico Assistêncial
Privatista, e por fim o Modelo Plural.
O
Sanitarismo Campanhista foi uma campanha sanitária criada para conter surtos de
epidemias graves como varíola, malária, febre amarela, chagas, etc. Osvaldo
Cruz assumiu a diretoria do Departamento de Saúde Pública e iniciou ações de
combate às pestes. Essas ações eram realizadas pelos militares de forma
autoritária e abusiva, sem os devidos esclarecimentos à população, o que causou
revolta e protestos.
Com a
chegada de Carlos Chagas ao Departamento de Saúde Pública, iniciou-se a
propaganda e educação sanitária e a criação de órgãos especializados no combate
às doenças, assistência hospitalar, infantil e de higiene industrial.
As
campanhas já atingiam também as áreas rurais. Em 1923 foi criado a Caixa de
Aposentadoria e Pensão – CAPs, cuja assistência era oferecida somente a quem
possuía vínculos trabalhistas. Em 1930 a CAPs foi substituída por Institutos de
Aposentadorias e Pensões – IAPs, um sistema cooperativista organizado por
categorias profissionais.
O período
de 1945-1960, caracterizado como período pós-guerra e de implantação do
Welfare-State, o governo Dutra implantou o Plano Salte, criou o Ministério da
Saúde em 1953, intensificou as campanhas de vigilância sanitária e definiu os
serviços básicos de saúde oferecidos à população. No ano de 1960, o governo
implantou a Lei Orgânica da Previdência Social (LOPS) que unificou a legislação
referente aos IAPs.
O período
conhecido como Médico Assistencial Privatista teve início com o surgimento da
assistência médica previdenciária, desencadeado com a criação do INPS em 1967 e
INAMPS em 1977, que viabilizou a política dos convênios com os setores privados
de assistência médica. Neste período, a assistência prestada através do INAMPS
não era universal, beneficiando apenas aos indivíduos contribuintes da
Previdência Social, a população não previdenciária tinha acesso muito restrito
à saúde e eram atendidos apenas em serviços filantrópicos.
Em 1986
ocorreu a 8ª Conferência Nacional de Saúde, a qual representa um marco
histórico para a saúde, pois foi a primeira conferência aberta à sociedade e
por meio dela foi implantado a SUDS. A Reforma Sanitária ganhou evidência
através da conferência e trouxe mudanças inovadoras em todos os setores da
saúde, contribuiu para reanimar os princípios democráticos pautados na defesa
da universalização das políticas sociais, na construção de um sistema único de
saúde tendo como base a intersetorialidade, integralidade, descentralização,
universalização e a participação social.
Com a
Constituição de 1988, institui-se o Sistema Único de Saúde (SUS), sendo
regulamentado em 1990 com a LOS, que definiu seu modelo operacional, sua forma
de organização, seus princípios doutrinários, objetivos e atribuições.
Esse novo
modelo de saúde vigente é denominado Modelo Plural, tendo como característica
mais importante a universalização do atendimento e a participação da
sociedade. É certo que ainda não chegamos a um modelo perfeito de
atendimento, pois são muitas as lacunas existentes no sistema SUS, porém, se
analisarmos os avanços e as conquistas na área da saúde nas últimas décadas,
percebemos que temos muito a comemorar e a certeza que devemos continuar na
luta para que os serviços prestados à população sejam realizados de forma
digna, igualitária e que os atendimentos sejam oferecidos com qualidade.
Politica de Humanização
A Política de Humanização surgiu em 2003 para
efetivar os princípios do SUS, no cotidiano das práticas de atenção e gestão,
qualificando a saúde pública no Brasil e incentivando trocas solidárias entre
gestores, trabalhadores e usuários. Esta política nasceu da necessidade de se
reverter o quadro de “desumanização” e outras problemáticas encontradas na
política de saúde realizada através do SUS.
A questão da humanização é importante, pois o
paciente será atendido na totalidade, não apenas será tratada a patologia, mas,
sim, o todo que é o ser humano, trabalhando com a rede socioassistencial por
meio de uma equipe multiprofissional.
Devido a esta necessidade de mudança na política de
saúde, muitos projetos de humanização vêm sendo desenvolvidos, por exemplo, na
saúde da mulher, na humanização do parto e na saúde da criança com o projeto
Mãe-Canguru, para os recém-nascidos de baixo peso, entre outros.
Podemos dizer que a Rede de Humanização em Saúde é
uma rede de construção permanente e solidária de laços de cidadania,
ressaltando a valorização do ser humano, a integração da equipe, a comunicação,
e a conexão com outras políticas sociais.
Fonte: http://servicosocial-erenilza.blogspot.com.br/
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